O país onde ainda se dorme em yurts a 3013 metros (e quase ninguém em Portugal sabe onde fica)
Pergunta a dez amigos onde fica o Quirguistão e aposto contigo que oito vão hesitar. Pois. É precisamente por isso que devias ir antes deles.
Há um país na Ásia Central, esmagado entre o Cazaquistão e a China, onde o nomadismo não é coisa de museu nem encenação para turistas. É a vida real. Famílias de pastores sobem todos os verões para pastagens de altitude, montam as suas tendas circulares de feltro, os yurts, e recebem estranhos com chá quente como se fossem primos afastados. A hospitalidade ali não é simpatia. É lei.
E a Borealis tem uma expedição para lá, de 2 a 10 de julho de 2027, que me deixou a reler o itinerário três vezes.
Mas há um pormenor que quase ninguém conta
O Lago Song Kul fica a 3013 metros de altitude. Não é um erro de digitação. É um espelho de água azul plantado no teto das Montanhas Celestiais, o Tien Shan, rodeado de picos e de silêncio. E não vais vê lo de passagem, numa paragem de dez minutos para a fotografia. Vais dormir lá. Duas noites num acampamento de yurts, partilhado com três ou quatro companheiros de viagem, com colchões, cobertores e um céu tão carregado de estrelas que parece exagerado.
Durante o dia, os pastores convidam te para entrar nas suas tendas. Não estão habituados a muitos turistas, o que significa que a curiosidade é mútua e genuína. Há quem volte destas noites a dizer que foi ali, e não num monumento famoso, que a viagem aconteceu.
Nove dias que parecem três vidas diferentes
O programa começa em Bishkek, a capital, com a sua mistura estranha e fascinante de herança soviética e energia nova. Logo no primeiro dia vais esticar as pernas na Garganta Ala Archa, a 45 km da cidade, com um hiking de 7 km até aos 2516 metros, só para o corpo perceber onde se meteu.
Depois a viagem desenrola se como um romance de aventuras. A Torre Burana, minarete do século XI que orientava as caravanas da Rota da Seda. Os Balbals, guerreiros de pedra a guardar a estepe há séculos. O Canyon Konorchek, com um trekking de 12 km entre rochas vermelhas que parecem importadas de Marte. O Lago Issyk Kul, o segundo maior lago alpino do mundo, com petroglifos antigos pelo caminho e as igrejas e mesquitas improváveis de Karakol.
A meio, um dia inteiro de caminhada na Garganta de Jeti Oguz, com piquenique frente ao glaciar Oguz Bashi, o Cabeça de Touro. Dez quilómetros, dificuldade média baixa, e yurts nómadas espalhados pelos pastos como se o tempo ali tivesse parado de propósito.
Águias, cavalos e feltro
Em Bokonbaeva vais conhecer um caçador que trabalha com águias. Sim, águias a sério, treinadas para caçar lebres e raposas, numa tradição que atravessa gerações. Podes segurar a ave no braço para a fotografia, se tiveres coragem. E no Vale Chon Kemin vais cavalgar como os antigos guerreiros da estepe. Não precisas de experiência: os cavalos quirguizes são dóceis e os guias locais tratam de tudo.
Já na descida de Song Kul, pela Passagem 33 Papagaios a 3133 metros, há ainda uma paragem em Kochkor para ver nascerem os tapetes de feltro, feitos à mão por uma família local como sempre se fizeram.
O que está incluído (e o que não está)
Vamos ao concreto, porque é isso que interessa. O pacote inclui guiamento local e equipa Borealis durante toda a viagem, transporte em carrinha dedicada, transfers de aeroporto, seis noites em hotel de quatro estrelas ou guesthouse em quarto duplo, as duas noites em yurt, oito almoços, oito jantares, entradas nos parques e locais do itinerário, o passeio a cavalo, a demonstração de caça com águia, a oficina de feltro e seguro de viagem.
Os voos internacionais não estão incluídos, mas a Borealis ajuda te na gestão dos bilhetes. E atenção, boa notícia rara: cidadãos portugueses não precisam de visto para o Quirguistão, para estadias até 60 dias. Passaporte com seis meses de validade e está feito.
Quanto à dificuldade, os trekkings são de nível médio, com dias mais suaves pelo meio, e há sempre um guia à frente e outro na retaguarda. Vais ao teu ritmo. Ninguém fica para trás.
Agora a parte que devias ler duas vezes
O preço normal desta viagem é de 2.549 €. Mas a campanha de aniversário da Borealis baixa o para 1.785 €, um desconto de 30%, e há apenas 2 vagas a este valor. A promoção é válida até 30 de setembro de 2026 e só se aplica com pagamento integral em 24 horas. A página da viagem já avisa: poucas vagas.
Faz as contas. Menos de 800 € de diferença entre isto e aquela semana num resort onde vais comer o mesmo buffet e voltar igual ao que eras. Aqui voltas com o cheiro a fumo de madeira na roupa, leite de égua fermentado na memória e uma história que ninguém ao jantar consegue igualar.
A saída é única: 2 de julho de 2027. Quando as vagas acabam, acabam. E o Song Kul, esse, continua lá a 3013 metros, indiferente, à espera de quem decidiu ir.
Reserva o teu lugar aqui: Quirguistão: Expedição Étnica, Cordilheira Tien Shan e Lagos de Altitude







